Quando lhe tiram o chão… O que fazer?
Esse filme é merecedor de um texto. Muito embora gostaria de revê-lo para aguçar melhor, àqueles que ainda não viram, um interesse maior. Mas deixo aqui o que ficou retido em minha memória.
O filme foca um período triste da História: a perseguição nazista aos judeus. Mas mais precisamente sobre uma família. Que se por um lado lhes tiram o seu chão… Por outro, os levam a um “ponto” numa África imensa e desconhecida.
Primeiro, vai o marido/pai/homem… E se ver numa aventura, que talvez nunca sonhara… Tão indefeso naquele lugar… Seu corpo também sente pelo aventureiro que foi obrigado a ser… Praticamente começa do zero. Jogado nesse mundo novo (Seria a terra prometida???) busca em si o ferramental… Nessa hora, há uma cena emocionante; e é com a sua beca. E até ela ganha uma dimensão nessa vastidão de terra. Mais até, com essa beca, ou por ela, ganha uma amizade que independe de falarem a mesma língua, porque ela fala na linguagem do coração… Nossa! Até aí, há a grandeza de que o ser humano é um ponto sim nesse mundo, mas que faz parte dele, da sua engrenagem… Por mais inóspita que aquele lugar mostrou-se diante dos seus olhos, ele quis com ela apreender…
Com rumo do nazismo… Partem para lá, a mulher e a filha… Em cartas, pedira que vendesse tudo e que procura-se levar alguns itens que seriam essenciais; um deles, uma geladeira. Mas…
Para essa mulher que fora educada para ser uma boa dona-de-casa, esposa, mãe… Os itens essenciais eram outros… E levou alguns deles para aquele ponto na África… E por essa bagagem, somos brindados com cenas divertidas… Ela e as pessoas dali… Os valores de um e de outro tornam-se um elo… Os símbolos… Falam por e com linguagem do símbolo. Do seu significado ali…
E em vez de cair em algo fútil, um vestido de festa vai a uma festa… E levada pelas mãos da sua filha… Ou teria sido levada pelo coração de sua filha??? Lindo, lindo, lindo!!
Deixei pra falar da menininha por último. E por que? Se é ela que nos conta toda a história. Mas até nisso, esse filme me encantou. Há muito mais filme visto pelo olhar masculino. Poucos, nos brindam com um clique feminino; que sai dos esteriótipos femininos. E essa menina narra o que foi para ela esse momento da História. Onde as idéias de um homem dizimou, desestruturou tantas famílias…
Ela chega ainda menina. Talvez aí, sentiu com mais naturalidade todo o calor dessa terra… A pulsão dentro de si… Aos poucos, entende que a sua mãe ainda não sente aquele chão… Sendo assim, compartilha suas descobertas com as pessoas dali. (Quando eu rever esse filme, vou tirar uma dúvida sobre ela ficar, às vezes, em cima do telhado da casa.)
Vivencia esse mundo novo com tudo que a infância nos leva a fazer. Para ela o que ficou para trás são pessoas da família, as brincadeiras na neve…
Até nesse lugar, a passagem para a adolescência lhe faz com mais luz… É pura emoção!
Há uma cena dela com o Diretor do Colégio… Linda! E que me levou a um flashback. Me soou tão familiar…
Com tantos símbolos presente nesse filme. Com o diferencial que cada um dos personagens trabalha, assimila cada um deles… E por ter me encantado tanto essa menina. Recomendo esse filme! Um filme que brinda a nossa sensibilidade!
Reviravoltas…
O filme nos mostra que a bagagem que importa é a que levamos internamente. É essa que conta. É essa que em momentos cruciais será o nosso suporte. Nosso ferramental.
Como diz a canção: “mas eis que chega a roda viva e carrega o destino prá lá“…
E é isso: como cada um fará a seguir após essas reviravoltas.
Alguns saem matando…
Por: Valéria Miguez (LELLA).
Lugar nenhum na África (Nirgendwo in Afrika). Alemanha. 2001. Direção e Roteiro: Caroline Link. Elenco. Gênero: Biografia, Drama. Duração: 141 minutos.










Parece MARAVILHOSO! Acho que eu vou gostar… preciso locar!
ÓTIMA indicação!
Qd assistir venho comentar o que achei! rs
Beijo!
Ola! Volte sim!
Beijo!
Assisti este filme, Val, mas acho que não passa de bom. O argumento é excelente, mas se perde em um roteiro fraco que trata os conflitos de forma superficial. Não sei se vendo novamente teria uma melhor impressão. Veremos…
Beijo!
Dan,
quem está contando a história é a menina. Ou melhor, a menina que ficou retida na então adulta-em-off. São as memórias dela. E ela não se defrontou com o nazismo, de fato para ir fundo nisso. Para ela, fora algo que a fez ir parar num ponto qualquer da África.
Beijo grande!
[...] tema África é constantemente retratado na tela de cinema e todos os seus filmes geram uma grande repercussão. [...]
assisti esse filme na aula de filosofia da educação e me encantei, este filme fará parte da minha historia academica
Oi Elaine!
Bela escolha de filme para essa disciplina!
E grata por deixar seu parecer