Gravidez na adolescência… E agora?
Transar é muito bom! Mais há de se pensar no amanhã. Onde até os cuidados para isso, podem ser prazeirosos nas preliminares. Além das DSTs, corre-se o risco de uma gravidez. E se ela veio sem ser planejada… Fazer o que? O Filme “Juno” traz a mesa de discussão, esse tema: gravidez precoce.
Juno. EUA. 2007. Direção: Jason Reitman. Roteiro: Diablo Cody. Com: Ellen Page, Michel Cera, J.K. Simmons, Allison Janney, Olivia Thirlby, Jennifer Garner, Jason Bateman.
Simplesmente, encantador esse filme! São raros os filmes que mostra esse universo adolescente sem os eternos clichês. De um jeito mais… mais real. Até porque, nós que passamos por essa fase, sabemos quais foram os nossos verdadeiros dramas; e queríamos respeitos por isso. Afinal, todos compõem essa tribo, quer seja um nerd, ou um alienado, ou um do meio-termo…
Merece elogios também por abordar algo que está em triste ascensão: gravidez precoce. Os problemas advindo com esse ato. Aborto… Adoção… Os Pais… A escola… Por aí…
Claro, que também para quem já conhece minhas resenhas… Nesse, EU dou um BRAVO por ser mais um que aborda o universo feminino sem estereótipos. E o faz com muito respeito. Ainda mais com algo tão feminino: a concepção. E o de querer ser mãe ou não. Pois não basta só gerar.
Outro grande trunfo está nos atores. Bela escolha de elenco!
Entrando na história…
Juno, tem consciência do que fez. Não fora algo apressado. Aconteceu, ou melhor é o quem tem grande chances de ocorrer: a gravidez. Ao contar primeiro a uma amiga, Juno nos conquista de vez!! É, o “pai” fica sabendo depois. E dentro de um todo aparato…
O lance seguinte, é contar aos seus pais. A mãe, mora longe; fez outra família. A presenteia com cactos… Juno mora com o pai e a madrasta… Contar, como contar a eles… Outro ponto alto do filme! A cena é perfeita! Os medos e anseios que passam na cabeça de cada um antes de ouvir… E no modo maduro, após a notícia. Afinal, já está feito…
Nesse ponto, há algo de muita maturidade. Algo que muitos adultos ainda não alcançaram esse nível de desprendimento. Quando Juno decide que uma outra família é que criará seu filho. E o faz com tanta naturalidade. Sem os preconceitos morais, religiosos tão comuns no mundo adulto. Eu amei!
Juno segue na escolha de um casal feliz, que se amam, que darão muito amor ao seu filho! Mas existe um casal perfeito? Uma criança precisa realmente de ter pai e mãe perto dela para ser feliz?
Juno e o Pai se querem muito bem. E durante uma conversa, querendo saber da tristeza dela… Ela quer saber se duas pessoas podem ficar juntas para frente. Ele então, diz: “Que o melhor a fazer é achar alguém que a ame pelo que você é. De bom ou mau humor. Feia ou bonita. O que for… Esse é o tipo de pessoa com a qual vale a pena ficar.” Lindo conselho!
E destaque também para a trilha sonora!
Ah sim! Já me disseram que não sou um parâmetro em saber se o filme tem trechos que emocionam ou não (hehe… por eu ser manteigona…) Bem, nesse para mim, teve sim. De lágrimas riscarem a minha face com algumas cenas.
Amei!
By: Valéria Miguez
Curiosidade: Diablo Cody levou o 0scar 2008 em Roteiro Original. E foi a sua estréia como roteirista. Premiação merecida!










[...] 25 fevereiro, 2008 às 8:41 pm · Arquivado em comportamento, cotidiano e sociedade, mãe and etiquetado: direito de família, ellen paige, família, juno, mãe e filho, parto anonimo, roda dos abadonados, Rosane de Albuquerque Porto, Sylvia Maria Mendonça do Amaral No dia seguinte ao Oscar, quando o filme Juno ganhou o prêmio pelo roteiro original e a atriz Ellen Paige concorreu ao Oscar como Melhor Atriz interpretando uma adolescente grávida que decide entregar o bebê para adoção, precisamos rever os conceitos brasileiros sobre a adoção e a obrigação que as mães têm por aqui de ficar com seus filhos não-desejados. (Não vi o filme ainda, mas para quem quiser ler, Lella do Companheiros de Jornada fez uma boa resenha). [...]
Olá!
Grata, também por sua visita!
Você tocou no ponto: o de rever conceitos nessa obrigatoriedade moral de ter que ficar com a criança. Foi nesse ponto que citei a maturidade da personagem em entregar a criança que gerou a alguém que anseia ser mãe.
Vou lá em seu Blog.
Beijo grande!
Após ir no Blog “A vida como ela quer”, fiquei ciente do que de fato é o parto anônimo.
Por também concordar, levei todo o tema para algumas comunidades que participo no Orkut. Além de um baita “comboio” para aqueles que estão em meus contatos por email.
O que o Governo deveria fazer de certo, muitos de nós poderíamos listar. A questão é que em vez de se ficar no “se isso, ou aquilo…”, um passo estar sendo dado – o parto anônimo. Se tal passo, é capenga ou não, o importante que é um passo. Algo está sendo feito.
Trazer um novo ser ao mundo, é fácil. Mas precisa-se estar consciente desse passo. Pois a criança precisa de alguns anos para aprender a se sustentar…
[...] Veja o post no Cinema é a minha praia! [...]
Olá!
Realmente, filme muito bom.
Achei que sua resenha ficou muito boa.
Você avia passado no blog algum tempo atrás comentando sobre o filme, mas só agora eu voltei.
http://burymushrooms.wordpress.com
Por achar muito boa, eu coloquei um link no post para sua resenha.
Abraço.
Harry!
Grata! E fique a vontade!
E com o caso da Isabella… me pego a pensar que poderiam ter dado a alguém que de fato a amaria como uma filha.
Abraço,