Hotel Ruanda (Hotel Rwanda)
Março 4, 2008 de LELLA
África - Que Continente é este? O que sabemos de seus habitantes, hoje?
Uma parte da história dessa gente, está nos livros. Mas… Ficamos nisso? Será que ao ouvirmos esse nome o que vem de imediato é esse “passado”? Ou os animais nos safáris? Um tempo atrás, tomamos (???) conhecimento de que lá haviam crianças passando fome (Biafra, Nigéria). Foram imagens chocantes; e que nos tocou.
Para quem assistiu, “O Jardineiro Fiel”, pode ver do que a indústria farmacêutica é capaz. Parte desse povo, virou “cobaia”. Outra grande indústria que usa e abusa de seu poder mundial é a bélica. “Tiros em Columbine” mostrou esse alcance. Visando lucro, ora fornecendo armas para os “governantes”, ora para os “rebeldes”. Sem se importar com os “inocentes”.
Por querer saber mais sobre essas pessoas, sobre a história recente nesse Continente, também motivada pelo ator principal, assisti Hotel Ruanda (Hotel Rwanda). Para alguns, ficará como uma aula de História que pulou das páginas dos livros, ou melhor, da tela da Tv - retrato de uma guerra que dividiu a população de um país. Um genocídio.
Um pouco dessa tragédia: Em um dos massacres mais sanguinários de que se tem notícia, Ruanda foi palco de política de extermínio. Sem intervenção internacional, um grupo de hutus radicais matou, usando facões, cerca de 1 milhão de tútsis.
Agora, deixo as minhas impressões em cima de alguns personagens e seus respectivos atores. Mas com certeza o documento histórico é muito importante. O título também tem razão de ser; muito bem escolhido.
E o que é mostrado nesse Filme?
Mais do que mostrar um genocídio, ele traz a determinação de um homem. Alguém que em meio ao caos, ciente das suas limitações ante uma guerra, segue em frente. Poderia ter sido mais um joguete nas mãos dos que detém o poder, mas até nisso ele usou como inspiração. Administrando bem as situações críticas. Por ter pouco tempo, sua tomada de decisão é em cima do fato; e o faz a cada reviravolta.
Quem o interpreta é Don Cheadle (Brilhante em “Crash - No Limite”). Faz um gerente de um Hotel 4 estrelas; de um Grupo belga. E o que faz? De que armas utiliza? É impressionante! É comovente! Ele, o ator, é perfeito! No olhar, na postura, na expressão! Não cai no caricato.
Por falar em caricato… Há uma cena dele com o Nick Nolte, onde a expressão facial desse último, até que veio a calhar. O diálogo, assusta; vendo, entenderão porque. Os dois ali, no bar do Hotel, o Nolte sentado num banquinho, o Cheadle, em pé, do outro lado do balcão, servindo… A câmera indo de um ao outro… Nos faz pensar: “Quem é ou está subserviente ali? Qual dos dois? E servindo a quem, ou, a que?”…
Outra cena, tocante, do qual se eu apenas falar que ele se atrapalha em fazer o nó da gravata, vocês não entenderão porque ela emociona. Fiquei com lágrimas nos olhos.
Um momento romântico dele no terraço com a esposa, também nos toca. E ainda nessa cena, um toque alegre com um merchan da Volkswagen.
Ele faz uma “dobradinha” também com Jean Reno. Que para mim, suas participações são sempre ótimas! Ele interpreta o presidente da Rede de Hotéis. Aqui também há a tal da subserviência - a serviço de quais valores. A cena final entre eles é tocante! Cada um, sentado em seu escritório, em seu país, ao telefone, dizendo… O texto choca… E a postura de ambos é um brinde em interpretação!
Ainda citaria o personagem de Joaquim Phoenix. Um fotógrafo que por sua ousadia mostra ao mundo o que de fato está acontecendo com aquelas pessoas. E ao se despedir de Paul nos traz uma verdade cruel.
Paul, dos obstáculos retira idéias. E sem contar o antes, nem o depois, trago uma delas. Mais ou menos assim: “Devem contar o que vai nos acontecer. Dizer adeus. Mas ao dizer adeus façam como que se através do telefone segurassem a mão deles. Façam com que saibam que se eles soltarem a mão, morreremos…”
Uma trilha sonora linda!
Assistam! Nota: 09.
Por: Valéria Miguez.
Hotel Rwanda. 2004. Reino Unido. Direção: Terry George. Com: Don Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Cara Seymour, Joaquin Phoenix, Jean Reno. Gênero: Drama, História. Duração: 121 minutos. Classificação: 14 anos.



