Dançando no Escuro (Dancer in the Darker)
Março 8, 2008 de LELLA
Dançando no Escuro (Dancer in the Darker). França. 2000. Direção E Roteiro: Lars Von Trier. Com: Björk, Catherine Deneuve, David Morse, Peter Stormare, Joel Grey, Cara Seymour. Gênero: Drama, Musical. Duração: 140 minutos.
Após assistir esse filme, fiquei pensando em como escreveria para motivar a outras pessoas para que o vissem também. Porque eu gostei! Daí veio uma dúvida: e para aqueles que não gostam de musical, como dizer a eles? Bem, para quem passa longe de filmes que não sejam de ação ou suspense, muito embora sempre tenha uma primeira, não sei se serei capaz de demovê-los dessa idéia. Sorry!
Agora, para quem apenas torça o nariz, creiam, as músicas fazem parte do imaginário da protagonista. Um jeito que ela encontrou de dar um “colorido” a sua vida. Que até poderia ser como uma válvula de escape, mas que para alguém que sabe, desde criança, que seu futuro será de escuridão (ficará cega) essas fantasias ganham um outro peso. Um trechinho, para ilustrar:
“Eu vi o que escolhi ver. Vi o que precisava ver…
Você já viu tudo isso. Sempre pode rever. Na telinha da sua mente“
Mas não fica apenas nisso. Mesmo sabendo que um filho teria o mesmo destino, ela o trouxe ao mundo. E mais do que o amor maternal, veio junto um sentimento de culpa. E por ele, um drama maior… Mais uma vez, “viver um musical” lhe veio como consolo.
“Você só fez o que foi preciso“
Será? É uma pergunta que me fiz.
O porque desses escapismos nos musicais? Ela amava os musicais (filmes) americanos desde criança. Dizia que a penúltima música já a avisava que o final estaria próximo. A partir daí, resolveu sair dos filmes aí, nesse momento. Por desejar fazer um outro final, mais alegre, mais colorido, mais claro…
“Dizem que é a última canção, mas eles não nos conhecem, só será a última canção se deixarmos que seja.“
E para o filho que ela tanto quis:
“O tempo que leva para uma lágrima cair, é o tempo que basta para se perdoar. Perdoe-me!”
Como diz uma de nossas canções: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é“…
Eu recomendo! Nota: 09.
By: Valéria Miguez.



