As Leis de Família (Derecho de Familia)
Março 14, 2008 de LELLA
As Leis de Família (Derecho de Familia). 2006. Argentina. Direção e Roteiro: Daniel Burman (O Abraço Partido). Elenco: Daniel Hendler, Arturo Goetz, Eloy Burman, Julieta Díaz, Adriana Aizemberg. Gênero: Drama. Duração: 102 minutos. Classificação: 12 anos.
Parece uma história banal, mas como nos é contada, é que faz toda a diferença!
Centrada num período na vida de três gerações: pai, filho e neto. Mais precisamente numa re-aproximação entre pai e filho. Muito embora até podemos lembrar de outros filmes onde há reencontros assim. Mas esse foca o de seguir a carreira do pai. Pesando isso. Numa de filho de peixe, peixinho é? Bate até o medo de ser uma mera cópia. Até onde manter a tradição familiar. O peso do sobrenome. A carreira como um tipo de herança genética. O querer ser diferente, mesmo sendo igual.
O filme inicia com o Ariel nos… nos apresentando seu pai. Contando em off. Sob o ângulo dele. Hehe… É divertido! Até porque enquanto ele nos mostra o… o jogo de cena que seu pai faz diariamente… ao longo do filme nós identificamos que ele também tem o seu. Os dois então teriam mais pontos em comum? Será? Como ele mesmo salientou: “Mas não gosto de Direito. Gosto da Justiça.” Direito e Justiça não trabalhariam juntos para uma mesma causa?
Esse período onde o seu pai volta a se aproximar, ele se “descobre” ser pai. Seria a criança que traria o… o “Acorda!”? Temos o mesmo sangue… Já registrando aqui que o menino é um encanto! Ele atua brilhantemente! Me deixou encantada ao longo do filme. E me levou as lágrimas no final!
Enquanto passam um jeito livre de ser, com desenvoltura em suas “atuações”, quer seja lecionando, um; ou, advogando, o outro. Nesse reencontro ficam sem saber o que falar; ou como contar suas próprias histórias entre si.
Por vezes, algumas pessoas ficam tão presas as suas próprias leis internas, a sua rotina, suas retidões… Que nem percebem que há numa simples aproximação um pedido silencioso de um carinho; de um afeto. Que também quando percebem algo, ao usarem uma balança diferente terminam por interpretar do seu jeito. Acontece, que cada um tem um jeito de contar, de transmitir… Mais do que tentar simplesmente adivinhar, o bom é em ouvir. Mesmo que a linguagem usada seja outra, de difícil acesso.
Para estudantes de Direitos, mais que recomendado! Prestem uma atenção mais detalhada a cena onde um cara interrompe uma aula. E para nós outros, também. Assistam! É um belo filme! Amei!
Nota: 10.
Por: Valéria Miguez.



