Closer - Perto Demais (Closer)
Março 23, 2008 de LELLA
Gostei do filme! Se sentimentos viraram clichês para uns, para mim não. Emocionar, chorar, sorrir, encantar-se, “rodar a baiana”, errar, reconhecer que errou, está pronta para aprender todos os dias… Enfim, se tudo isso está dentro de nós, por que não vivenciar? Por que ocultar? Por que envergonhar-se? Ou ainda, por que discriminar?
É um dos filmes que com certeza entrou para minha lista: “valer a pena rever”. Há filmes que mexem mais, outros menos. O principal é durante aquele momento nos transportermos para a história em busca de distração. (Com exceção, de alguém ser forçado a assistir como matéria de prova, por ex.). Refiro-me a não olhar o filme como um “manual de auto-ajuda”. Não é papel do filme.
Closer, prende a atenção e num crescente. Segue assim até o final. Nossa! Aquele final, é emocionante! Aqueles olhinhos abertos da personagem da Júlia Roberts é um presente! O que extrairmos dali?
-> Que não há “príncipes encantados” (Basta ver o panacão dormindo ao lado dela. Não que ache errado alguém dormir de cansaço, ainda mais após uma transa. É que ao longo do filme, o personagem não me agradou. Conto daqui a pouco o porque; ou um deles.).
-> Que não há o “e foram felizes para sempre”. Porque o relacionamento é construído a cada dia. Ninguém pega um “pacote fechado”. Vai-se conhecendo um pouquinho em cada momento. Por vezes, num belo dia, parece que se conviveu com um estranho. Se foi apenas um pequeno “susto”, que ele sirva de alerta e com isso, haja um entendimento; o tal do “vamos discutir a relação”. Do contrário, é cada um seguir em separado.
E é nisso que, para mim, o filme se baseia - em relacionamentos. Mas não em “amores impossíveis”, nem em “romances água-com-açúcar”.
São quatro visões, duas femininas e duas masculinas. E que não trazem a inscrição: “essa é a atitude mais acertada”. As atitudes diferem. Porém, com os personagens masculinos houve quase que uma disputa de quem era o melhor na cama; a partir de um ponto não mais se preocuparam com a parceira do momento. Pois, perdidos nesses desvarios, houve um vai-e-vem nas relações.
A personagem da Natalie Portman diz algo que toca fundo num relacionamento: “Eu teria te amado pra sempre…” Talvez, por ser a mais jovem, foi a que realmente fechou um capítulo. Dando fim na relação. O filme “Magnólia” retrata esse lance de não ter encerrado bem o capítulo. De mostrar que os ressentimentos ficam ali, em algum ponto, esperando para vir à tona. E se ao virem, continuam sendo não bem trabalhado… Continuarão a assombrar…
Se alguém quer tirar lições do ou no filme, vai estar equivocado. Muito embora esse filme põe o dedo na ferida. Mas para quem quiser assistir um bom filme, eu recomendo.
Nota: 10.
Por: Valéria Miguez.
Closer - Perto Demais (Closer). 2004. EUA. Direção: Mike Nichols. Elenco: Natalie Portman, Jude Law, Julia Roberts, Clive Owen. Gênero Drama, Romance. Duração: 100 minutos.



