Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream)
Abril 6, 2008 de LELLA
Creditar às drogas saídas para suas frustrações. Tem quem acredite nisso.
Me senti mal após o filme. Custei mesmo a dormir. Não lembro no momento de um outro final de filme que me deixou assim tão “pesada”. (Não encontro outra palavra para traduzir essa sensação.) Para quem não conhece, ele aborda as drogas. Mas de um jeito tão real, que choca. E sem desmerecer em nenhum momento a inteligência de quem assiste. Porque não há pieguices, nem quer passar um aviso àqueles que entram nessa viagem de: “olha, é isso aí!”. Todos sabem. Confesso, que nunca entendi quem embarca nesse sonho. Poderia até por esse motivo ter ficado indiferente, mas não fiquei.
Entre os personagens principais, temos uma relação conflitante entre mãe e filho. Sara (Ellen Burstyn) parece que perdeu o bonde da história, ao ficar viúva. Não consegue impor limites ao seu filho (Jared Leto). Deixou-o ao léu. Enquanto passa a vida defronte a tv, sonhando com um dia de lá estar para mostrar a todos a sua fantasia: de que tem uma família feliz. É, de ilusão também se vive. Ou seria, de ilusão se sobrevive? Bem, se fosse apenas isso, de se projetar na tela da tv. Mas tem outros devaneios mais perigosos.
Harry, por sua vez, também sonha com o sucesso. Mas além de o querer rápido demais, o quer de maneira ilícita. Não estuda, nem trabalha e é viciado. Junto com o amigo Tyrone (Marlon Wayans) acreditam que podem ganhar muito dinheiro com as drogas? Mas como, se são grandes consumidores?
Uma quarta personagem nos faz lembrar de que de vez em quando em vez de serem notícias em colunas sociais, jovens de classe rica terminam por fazer parte das páginas policiais por se envolverem com marginais. O que será que vêem neles?
A dessa história ainda nos deixa mais incrédulos. Porque tem talento. Diferente do seu namorado que só sabe vampirizar os outros. Marion (Jenniffer Connelly) poderia ter seguido uma outra trilha. Ressentida por não receber o carinho, a atenção dos pais, procura por um outro colo, o de Harry. E por ele, conhece o inferno.
Todos parecem estar anestesiados para a vida. Vivendo fora do mundo real. E nem ao menos procuram fugir disso. Investem fundo nesse mundo ilusório. E pior, têm pressa.
A trilha musical é primorosa - dá o tom (tensão) perfeito nessa viagem. Essa tensão também é passada com os efeitos parecidos como videoclipe.
Sem esquecer que também o filme mostra as tais drogas lícitas. Com elas, o sonho de obter algo rapidamente. De se encaixar nos padrões estéticos. De acreditar e creditar nessas drogas suas angústias. As cenas com os médicos me deixaram pasma. Revoltou-me a desfaçatez com que prescrevem, como vendem uma ilusão da uma beleza estética num curto espaço de tempo.
No dicionário, requiem, latim, significa repouso. Para quem assistir esse filme, está aí algo que não encontrará. Claro que, para quem embarca nessa viagem e no mundo real só o terá como num filme - numa ilusão; e sem limite de idade. Nota: 10.
Por: Valéria Miguez.
Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream). 2000. EUA. Direção: Darren Aronofsky. Elenco: Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly, Marlon Wayans. Gênero: Crime, Drama. Duração: 102 minutos.




No link, tem um caminho para ouvir um trechinho de cada música da Trilha Sonora desse filme:
http://www.amazon.com/Requiem-Dream-2000-Clint-Mansell/dp/B00004Y6Q5
Sabe que eu amo esse filme né?
Muito boa sua reflexão. Ruim é a saudade que sinto!
beijoooooooooooooooooooos corridos pq estou na correria aqui…
Oly!
Saudades também de ti!
Beijo grande,
No texto sobre o filme, se clicarem na palavra “viagem” nessa frase - “A trilha musical é primorosa - dá o tom (tensão) perfeito nessa viagem. - têm como ouvir uma das músicas.
Eu escrevi a quem postou o vídeo no Youtube não apenas comunicando, como também esperando que concorde. Estou aguardando uma nova resposta. Pois a primeira, ele me pediu para escrever ou em inglês, ou em alemão.
Sua análise é, para dizer pouco, deteriorada.
Primeiro que Requiem, nesse caso, não significa exatamente repouso. Requiem - e fica claro no filme, é também o termo usado para missa fúnebre, descanso eterno, e como o filme mostra é a própria morte (Morte para um sonho).
E se há algo que eles estão imersos é justamente na realidade; discordo completamente da sua visão simplista e medíocre do filme. Ele tem muito, mas muito mais do que o que vc escreveu aqui.
Sugiro que o assista novamente e ao invés de custar a dormir, perceba que o que te choca não é eles estarem em outro contexto, completamente diferente do seu, mas no que todos nós, facilmente - de um modo ou de outro, podemos imergir. São vícios, e o filme mostrou apenas alguns (a tv faz milhões de viciados a ela - e pela sua análise vc é um deles)
Fraquíssima sua percepção.
Oi Flávia,
Seja Bem-vinda!
Começando pelo final do seu comentário:
1- erra em ‘achar’ o que o outro pensa. Para mim, isso é algo de alguém prepotente, ou, totalmente cismado.
2- dai, um conselho: se abstenha a sua análise sem achismo no que o outro pensou.
3- critique sim, se é o que gosta de fazer, mas trazendo fatores relevantes;
4- errou também em achar que sou viciada em tv. A minha, quando ligo, é para ver um filme. Pois noticiários, leio na internet.
Se já usou Dicionário alguma vez na vida, sabe que normalmente ele traz mais de um significado. Que dá a pessoa o direito de pegar àquele que traduz melhor o contexto.
Se já teve aula de interpretação de texto, poderia ter visto que eu trouxe aquilo que o filme passou para mim. Não fui atrás do que o autor quis passar.
E por último, discordo que eles estão mergulhados na realidade. Eles fugiram da vida. A Sara não era uma inválida para ficar o tempo todo diante de uma tv. Ela poderia sair mais de casa. Em relação a Marion, se a queixa era em não receber carinho. Porque então ela não buscou dar carinho? Estava só numa via de mão única. Com o talento e até a ajuda financeira dos pais, ela poderia ter aberto um Atelier onde até poderia ensinar, ou mesmo dar chances de pessoas carentes com talento de ter um lugar onde mostrar seus trabalhos.
Quem credita suas aspirações às drogas, está se apoiando em algo falso. Logo, fuga total da realidade.
Quem quer curtir uma ‘viagem’, sugiro que busque isso num livro. É muito mais saudável!
Saudações,
Ah Flávia,
vou até deixar registrado que com 17.545 visitantes, o seu post foi a primeira crítica não gostando do que eu escrevo. Uma crítica bem medíocre, mas um dia teria que aparecer uma
Pronto! Já tem algo a se orgulhar.
Lella, gostaria que houvesse possibilidade de eu desenhar para você – acho que seria mais fácil para entenderes o que eu escrevi e escreverei.
Bom, vá lá, vou me dar ao trabalho de responder porque estou de bom humor: eu não acho absolutamente nada de ti, nem baseei meu comentário em “achismos”, mas UNICAMENTE no que tu escrevestes aqui (que, suponho, é transcrição do SEU PENSAMENTO em palavras), logo acima ^ - começo da página. Você levantou a bola, eu só pude cortar.
Eu não conheço outra forma de crítica que não a que traz elementos novos: eu dei, em poucas linhas, cinco motivos novos para você “pensar” (se é que consegues) de forma diferente no filme.
Ao contrário de você, não tento nem desejo acertar nada, penso, em linha diversa a sua, que estou sempre errando; mas escrever qualquer coisa que seja e a tornar pública (como o que fazes com esse blog) exige um mínimo de conhecimento e, penso eu novamente, se fazes isso aqui, deve preparar-se melhor tanto para escrever, como para rebater críticas – a melhor forma aliás - dou-te minha primeira “dica”, seria fazer uma crítica bem feita de qualquer filme (seria o melhor “cala boca” para mim e para a humanidade).
E nem vou discutir o melhor termo para VOCÊ da palavra Requiem; tendo em conta que você realmente acredita (isso é inexplicável para mim) que o melhor termo para o filme é: Repouso para um sonho (melhor que Morte para um sonho), francamente, isso por si só demonstra não só o que o filme passa para ti, mas o que qualquer coisa passa a ti.
E conhecendo bem o dicionário vou te dar a segunda sugestão: leia-o inteiro, quem sabe compreenda um pouco melhor o significado das palavras.
Mas não fique triste, você acertou uma: eles fogem da vida de fato; no fim do filme, quando brilhantemente o diretor termina com cada um deles em camas… É o único momento de fuga; todos os outros são desesperos doces e tristes pela vida.
Por fim, entendi perfeitamente porque continua analisando tão mal qualquer filme: quando se é bom de verdade o que mais há são críticas negativas (elas nos fazem crescer, não imaginas o quanto). Se de 17.545 visitantes (vejo que se importa demais com quantidade, dou-te minha última sugestão: preocupe-se com a qualidade dos que aparecem por aqui) só tens a minha medíocre crítica, lamento profundamente por ti…
Flávia,
não sei porque Todos têm que pensar o mesmo que você em relação a um filme. Talvez só aquele que escreveu e dirigiu o filme, possa afirmar com propriedade o que ele quis passar com o filme. Fora isso, todos os que assistiram terão a sua impressão.
Repito, o repouso é sim um significado para réquiem. Está no Aurélio. E esse significado caiu certinho para o que eu escrevi naquele parágrafo. Que não foi para tradução do título. Foi isso que você não entendeu.
Você continua com os seus achismo. Achando que eu penso isso, penso aquilo… Isto está claro no seu texto. Fale por si só.
Eu não me importo em errar. Porque eu vou e faço. Como também, não tenho vergonha de dizer que não sei, quando de fato eu não sei.
Se o que você procura é uma análise de alguém phd em cinema, há vários sites de cinemas com críticos especializados. Até com formação universitária. Meus estudos foram até o 2ª Grau.
Vou continuar escrevendo aquilo que o filme passou para mim. Ponto. Se não é o mesmo que o filme passou para você, é problema seu. Agora, eu nunca irei dizer o que você está dizendo. E por que? Por achar muita presunção. Isso para não dizer que é típico de pessoas arrogantes. Se o Diretor do filme disse que a sua análise está certa, parabéns!
Sobre o filme: eles fogem da vida desde o início, sim. Pois se amparam em ‘bengalas’ sem precisar delas. Isso está claro desde o início do filme: o começo do fim deles.
E fico honrada que se dê o trabalho de ler todos os meus textos. Fique a vontade. Até para malhar todos eles. Pois como viste, eu não alterei uma vírgula no seu post.
See you!
Ah Flávia, já que gostou da pontuação
a de hoje foi em 19.703.
Hasta la vista, Baby!
Olha aí, agora sinto que começastes a progredir: entendeu que críticas negativas são excelentes!
Felizmente não terá mais minha presença, nem meus comentários. Dou-me por satisfeita por tudo a que li nesses poucos mais de 20 dias em que estive por aqui. Acho-te completamente sem substância para continuar a perder meu tempo lendo o que publicas (e repito: uma vez que decidiu tornar o que escreves público, faça com precisão, pára e pensa, independente de seu nível de estudo). Terá certamente, sem mim, só elogios - fiques tranqüila!
Flávia,
grata por esses 20 dias! Leve o Selo Leila Diniz. Eu o criei com carinho para Todos nós que somos o que ele representa.
As portas do Blog continuarão abertas pra ti. Mesmo que continue dizendo que está errado o texto que não segue o que você achou do filme. Tenha um pouco de humildade. Não dói nada, te garanto.
Até a próxima!
Beijoca,
A Todos!
Não fiquem intimidados em deixarem suas impressões sobre o filme. Mesmo que destoe da minha.
O que eu acho de uma grosseria a toda prova são atitudes como a da Flávia. De acharem que as análises deles são as únicas que estão corretas. Isso eu também deixo registrados em fóruns no Orkut.
Cada um olhar o filme de um jeito seu.
Esse é um filme que eu não faço a menor questão de rever. Mas quem ainda não viu, veja. Ele mostra claramente o início, o meio e o fim de quem entra no mundo das drogas. Quer lícitas ou ilícitas.
Saudações,
Uau!!! Que maravilha!
Vou tentar ver este filme nesse fim de semana.
Obrigada pela dica!
Eu volto com a minha opinião.
Bjs
Oi Deusa!
Será a Deusa que eu conheci no Harém?
Pelo sim, ou não: Seja Bem-vinda!
Dei uma olhada no seu Blog. Lindo!
E volte sim com a sua impressão desse filme!
Beijo grande,
Sim, a mesma do Harem! Obrigada pela visita ao blog e muito agradecida pelo elogio! Escrever é a minha praia, amo!
bjs