Primeiro, comentando que não gostei do título que deram aqui. Mas não por não achar que faltou coragem. E sim porque não foi com esse peso que a protagonista conta essa história. Um tributo ao seu companheiro, num presente ao fruto que geraram em nome do amor. Trata-se de uma história real e recente; ocorrida em 2002. Eu que de vez em quando reclamo de filmes no focar feminino, fiquei encantada com esse. Mais ainda por mostrar uma mulher sem esteriotipar.
Segundo, para nós que pegamos um pouco da Ditadura no Brasil, podemos constatar, atualmente, a diferença do tanto de informação que chega a nós. Se num passado recente até as versões oficiais eram mínimas, e que quase sempre apareciam quando havia algum vazamento… Atualmente, até por conta da internet, elas se vêem obrigadas a aparecerem muito mais; e por vezes, tendo que admitir o erro. Exemplo disso, seria no atentado em Madri, onde oficialmente acusavam um grupo, e os internautas trouxeram a verdade, o grupo responsável.
Agora, entrando no filme… A fim de apurar mais sobre o ataque ao World Trade Center, Daniel Pearl, jornalista do Wall Street Journal, e sua mulher, Mariane, também jornalista vão para o Paquistão. E sempre atrás de mais informações, às vésperas de sairem de lá, indo a um encontro, ele é sequestrado. Então começa todo o drama de Mariane para salvar o marido. Grávida, e num território onde uma mulher não teria muito onde fazer… Ela faz da casa onde estavam hospedados, de uma jornalista indiana, seu QG. E dali, o mundo acompanha e torce por ela. Que consiga resgatar seu marido.
Muitos, podem até lembrar dessa história, do desfecho. Mesmo assim, o filme vale a pena ser visto. Pelo documento histórico. Pela coragem e idealismo dessa mulher que não deixou de mostrar a verdade dos dois lados. Que não se intimidou diante dos terroristas. Pois essa é a melhor armas que usam: espalhar o terror. E também, por mostrar que mais que coragem, ao apurarem um fato, ao investigar primeiros os fatos, essa é a melhor arma que teremos. Sem conhecimentos, ficando só no que ouviu, os julgamentos precipitados prevalecem; como também, uma subserviência a uma falsa proteção continuará alimentando ódio e guerras. Bom poder ver pessoas que não se deixam levar, dominar, por sentimentos ruins e vão atrás dos fatos. Bravo Mariane!
Gostosa canção no finalzinho. Atuações que não fizeram feio! Locais onde a pobreza, nos comove! Enfim, um filme que vale a pena rever. Nota: 09.
Por: Valéria Miguez (LELLA).
O Preço da Coragem (A Mighty Heart). 2007. EUA. Direção: Michael Winterbottom. Elenco: Angelina Jolie, Dan Futterman, Archie Panjabi, Will Patton. Gênero: Drama. Duração: 100 minutos. Classificação: 12 anos.










Os nomes que os filmes ganham por aqui sempre me causam espanto, primeiro porque nunca conseguem dizer realmente o que o filme pretende – depois, porque seria tão simples deixar o título em inglês mesmo.
Fazem isso com seriados também – Cold Case virou Arquivo Morto (esse nem é tão estranho) mas veja o caso de Without a trace, que virou Desaparecidos. Tudo a ver…
Mas eles dizem que é preciso facilitar a vida de quem assisti os filmes no cinema. Facilitar? Os filmes são legendados e as legendas são péssimas.
Bem, mas o assunto aqui é o filme, não é mesmo? Eu gosto desse tipo de filme porque nos ajuda a entender um pouco da cultura de outros lugares e a entender o compromisso de todos nós numa sociedade. Algo que não é assim tão simples ou fácil. Mas que é preciso entender.
Assisti ao filme O Caçador de Pipas que também tem um apelo semelhante, embora não seja uma mulher em busca do marido e sim um amigo em busca do filho de um amigo de infância do qual ele tinha ciúmes. Mas nos leva de encontro a uma realidade distante da nossa e nos permite uma reflexão até certo ponto, porque sabemos que há seus exageros. Sempre há.
Abraços e tenha uma boa semana.
Ps. Não sei se já agradeci, mas como minha memória está em estado crônico de esquecimento, grata pelo selo e pela lembrança. Falarei do prêmio em meu blog ainda hoje.
Aproveito este espaço para comunicar a 5ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema que acontecerá em agosto na cidade de Salvador/BA.
O Festival está com as inscrições abertas para Mostra Competitiva até o dia 31 de maio. Informações no site http://www.coisadecinema.com.br/hotsite.
Entre os nomes confirmados para o Festival está o de Beto Brant para o júri e José Luís Guerin (la ciudad de Sylvia) e Andrea Tonacci (Serras da desordem) que virão lançar seus filmes, ainda inéditos em Salvador.
Já passei várias vezes por esse filme nas locadoras e acabei não assistindo ainda. Seus comentários me estimularam, porém. Depois eu volto para contar a minha impressão. Ótimo domingo para você!
Ah e adorei o selo!
Luna,
Esse filme, ou melhor, a história no qual ele foi baseado, nos mostra uma mulher que como tantas, soube conciliar o papel de esposa, da profissão e até o de futura mãe. Tudo em harmonia.
Algo que muitos homens não consegue. Priorizando mais a carreira, deixando a família em segundo plano.
Sobre o “O Caçador de Pipas”, eu li o livro primeiro, e também para saber um pouco mais sobre culturas de outros povos. E comentei o filme. Aqui:
http://lella.wordpress.com/2008/03/12/o-cacador-de-pipas-the-kite-runner/
E que bom que gostou do Selo!
Beijo grande,
Paloma!
Prazer em conhecê-la! Gostei do seu Blog!
O filme é muito mais válido pela história que traz, do que pela atriz principal. Embora ela não tenha feito feio.
E que bom que também gostou do Selo!
Eu ainda tenho dificuldade em mexer com essa ferramenta: montagem do Blog. Era para, ao clicarem na foto, irem para onde ela está no tamanho original. Assim, cada um dar a ela o tamanho que quisessem. Vou ver se descubro o que fiz de errado.
Beijo grande,
[...] News. Ou, usar também um filtro nas histórias que os livros e os filmes contam. No filme “O Preço da Coragem” (A Mighty Heart), uma jornalista, por conta de vivenciar um grande drama – o marido ser [...]