Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road)
Maio 4, 2008 de LELLA
“Não posso ir ao seu encontro porque eu já estou com você.” (Richard Bach)
Na era do mundo virtual onde as mensagens chegam tão rápido. Onde parece que logo tudo é descartado. Me pego a pensar se os jovens entenderiam a amizade que durou quase 20 anos entre Helen e Frank. E que com eles foram por cartas. Num passado não muito distante.
O filme é baseado na história da escritora Helene Hanif (Anne Bancroft). Pediram a ela para contar algo sobre a sua vida. E ela nos brinda com parte da sua vida adulta onde pontua um grande e inestimável amigo: Frank P. Doel (Anthony Hopkins).
Tudo começou em 1949. Na busca por certos livros, e fora do seu orçamento… um anúncio em uma revista de uma Livraria & Antiquários, em Londres, a leva a escrever uma carta. A primeira de inúmeras… Ah! Ela morando em Nova Iorque. E Frank responde dizendo que parte dos “problemas” dela já estavam resolvidos.
Pelo preços muito em conta, pela gentileza nos envios seguindo junto cartas numa linguagem pessoal, também foram fatores que deram início a essa longa amizade. Mas o que contribuiu mesmo, o que enraizou essa relação era o humor de ambos. Da parte dele, por ser tímido, como também casado, ficou mais comedido no início. Agora, o jeito extrovertido de Helen, do jeito divertido até em reclamar, acabou por conquistar de vez não apenas a ele, como os demais funcionários.
Além dos pedidos dos livros, Helen passou a confidenciar seu dia-a-dia. Como forma de retribuir o carinho, por eles estarem sobre um racionamentos do pós-guerra no tocante a certos alimentos, ela passou a enviar em datas especiais cestas de alimentos: embutidos, enlatados… Uma empresa na Dinamarca as vendia em catálogos. Para eles, um mimo inestimável.
Quando Helen obtinha recursos financeiros para cruzar o Atlântico e então conhecê-los, imprevistos a levava a usar o dinheiro. Assim, o tempo foi passando.
O filme começa quando ela enfim, vai a Londres. A partir dai, é que ficamos conhecendo esses anos todos. Em até que, como numa frase que ela diz no filme (Esqueci a autoria.): “Não sei se eles acreditarão ou não, mas eu estive lá.” É, lá está ela, dentro daquele lugar que lhe é tão caro! E eu não consegui reter as lágrimas. Nem não sendo mais a primeira vez que vejo. Filmaço! Eu amo!
Ah sim! Eu adoro o título dado no Brasil: “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei!” Sou uma eterna romântica.
Por: Valéria Miguez.
Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road). 1987. Reino Unido. Direção: David Hugh Jones. Elenco: Anne Bancroft, Anthony Hopkins, Judi Dench. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 100 minutos.






Putz! esse filme e extremamente maravilhoso! *.* assistir ele de madrugada na globo a alguns anos atrás! só em falar o nome do filme! eu me arrepio! ;D tb sou uma eterna romântica ^^
Oi Andreza!
Eu quis postar no seu Blog, mas está fechado. Eu também adoro musicais!
Beijo grande,
Nossa! Eu amo esse filme, já o assisti muitas vezes.
Ontem eu me lembrei de ti, estava assistindo “Colcha de Retalhos” e pensei, vou escrever sobre o filme, depois mudei de idéia - você faz isso de uma forma tão singular que despensa minha ousadia.
Abraços meus e boa semana…
Lunna!
Que isso, moça! Escreve muito bem!
E fiquei agora com vontade de rever “Colcha de Retalhos”. Vou por na lista de prioridade! Esse filme viria bem a calhar nessa semana onde trago personagens femininas. Comecei com “Irina Palm”.
Uma semana linda também pra ti!
Beijo grande,
Oi, Valéria,
Achei o Selo Leila Diniz muito lindo e coloquei lá no meu blog!
Muito obrigada por deixá-lo disponível a todos!
Oi Graziele!
Que bom que gostou!
Beijo grande,
Lella, amo este filme, é um dos meus favoritos. A história é belíssima e como eu me correspondi com estranhos por alguns anos (mais ou menos como fazemos agora em blogs, né?), me identifiquei muito.
E Longe é um lugar que não existe foi o primeiro livro no qual meu filho Enzo viciou quando bebê. Por conta dele, águia foi uma das primeiras palavras que ele falou!
Sam!
Estou em falta contigo. Ontem cheguei a ler sua matéria, mas só vim ao pc para deixar o outro texto (”A Bela da Tarde”. Depois, à noite, continuei a busca em aprender a camuflar fotos em textos daqui. Até que um amigo, me mostrou como fazer.
Estou indo lá. Parabéns pelo texto.
Sobre o livro… Eu lembro de ir fazendo minha avó compreendê-lo. Num dia que fui visitá-la e ela disse, me mostrando-o: “Ganhei de sua tia, li e não entendi nada.”
Eu ainda não vi o filme “Fernão Capelo Gaivota”.
Beijo grande,
Ah sim! Meu tempo pelo mundo virtual ainda é curto: meados de 2004. Agora, por ela, já ganhei amigos não descartáveis. Amizades que já passaram de um, dois, três, pertinho dos quatro em duas.
Há pouco, recebi um telefonema de um.