“Para você, sou uma raposa como qualquer outra. Mas se me dosmetica, necessitaremos um do outro. Será único no mundo para mim e eu serei único no mundo para você.” (O Pequeno Príncipe)
Durante um refeição num restaurante com um grupo de antiquários, François (Daniel Auteuil) causa espanto a sua sócia por não saber que ela era homossexual. Por não notar nada dela além de dividendos. Fazendo-a perceber que para ele tudo se resumia em comprar algo para depois revender. E ela pergunta se ele tem um amigo de fato. Não apenas colegas de profissão. Ele mente, dizendo que tem. Então lhe pede o nome, e de um apenas. Ele olha para todos, mas em nenhum vê o reconhecimento de o terem como amigo. Aliás, há um que até então o considerava como um amigo, mas que François nem nota.
Por não acreditar no que ele contou, Catherine (Julie Gayet), sua sócia, faz uma aposta. Dando até um prazo para que ele apresente esse amigo verdadeiro. Para tal, escolhe como prêmio um vaso que ele arrecadou para si próprio, mas com o dinheiro da firma. Mesmo estando passando por uma crise no Antiquário de ambos, num impulso, ele lutou num Leilão para obtê-lo; e que o fez sair caro. É que a história do Vaso o fascinara. E para não perdê-lo, François aceita a aposta. Até achando que seria fácil conseguir um amigo em tão pouco tempo.
Acontece que até seria, se ele quisesse de fato ter um amigo. Mas não era somente a timidez que o impedia. Como seu real interesse girava em seu ramo de trabalho, tudo o mais não lhe dava nenhum prazer. Fazendo de suas relações um clubinho restristo. Beirando quase a um preconceito a outras classes sociais.
Disposto a não perder o prêmio, vai à caça de um amigo. Nessa busca, cruza em seu caminho Bruno (Dany Boon), um simpático taxista que fazia ponto próximo a seu Antiquário. Então ele pede ajuda a ele. E ele se dispõe a ajudá-lo.
Bruno, mesmo com toda a simpatia, seria alguém taxado como o chato-enciclopédia. Pois seu sonho era participar de um desses programas de tv de perguntas. Mas mesmo acertando as respostas durante as entrevistas, o seu nervosismo era tanto, que o reprovavam. Não era alguém talhado para ficar diante das câmeras de tv. Meio incongruente para alguém tão simpático, tão zeloso ao volante.
Assim, ambos estarão se ajudando mutuamente. Dois homens adultos conhecendo a si próprios. E poderem enfim dizer: esse é o meu melhor Amigo. Mais que focar um universo masculino francês, o filme rompe fronteiras. Pois todos nós conhecemos histórias assim, até em quem se ligue a outros por puro interesse comercial. Eu gostei do filme! Até por conta do final.
Por: Valéria Miguez.
Meu Melhor Amigo (Mon Meilluer Ami / My Best Friend). 2006. França. Direção e Roteiro: Patrice Leconte. Elenco: Daniel Auteuil, Dany Boon, Julie Gayet. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 94 minutos.










Lella, adoro filmes franceses, com o Daniel Auteil fica melhor ainda! Coisa boa é esse blog, viu!!
Vi a resposta para o desafio da Lunna lá no Acqua e fiquei muito feliz por você ter me citado entre as fãs e amigas aqui do seu espaço! Uma honra e um prazer para mim!!
Beijo carinhoso!
Oi Paloma!
Eu também gosto de ambos: filmes franceses e dele! Tem mais duas análises de filmes com ele: O Adversário” e “Caché”.
Grata por gostar desse cantinho! E feliz em saber do seu apreço por mim, também!
Beijo grande,
Huuum…eu não gostei nem um pouco desse filme. Achei a direção ruim, os atores forçados, o roteiro que tinha tudo para dar certo, super previsível.
Tem diálogos que jamais aconteceriam na vida real e não cabem como licença poética.
Fiquei decepcionada.
Oi Paula,
grata por sua participação!
E filme é isso, ou toca, ou não toca.
Beijo grande,