“A justiça julga por atos, não por intenções. E mesmo assim ela comete injustiças…“
Nossa! Por mais cuca-fresca que eu seja, a história desse filme me pareceu surreal demais. Mas sendo um filme, a tudo é permitido. E como nos créditos, a Diretora, e também Roteirista, dedicou o filme a sua mãe… Merece ser visto. Como também, comentado.
O lugarejo parece saído do Velho Oeste. Mas mais para um tempo num passado recente. Um lugar onde apenas se vive, ou sobrevivem. Não há cor, não há alegrias, não há motivações…
Em meio a todos, destaca-se Dolores (Elisabeth Margoni). Alguém que usam e abusam dela por conta da sua generosidade. Por não saber dizer não a ninguém, divide seu tempo prestando pequenas ajudas. Como por exemplos, cuidar de uma idosa paralítica; ler história para a única criança do vilarejo, que ficou muda após presenciar algo. Assim, Dolores é como uma santa do local. O que provoca ciumeira no Padre. Por ele, ela deveria cometer um único pecado que seja.
Porém, Dolores acaba perdendo seu marido. Ele, tal como o pároco, também não suporta tanta bondade. Vai embora, mas antes lhe deixa um pedido, que cometesse um único pecado para que ele não apenas tivesse algo para perdoar, como também para que vivesse ao lado de uma pessoa normal, não ao lado de uma santa mulher. Mas para alguém como Dolores, o que seria pecar? Pelo o que o padre lhe falou, no dia que o cometesse, ela saberia que o fizera.
Então, já morando na despensa do Bar, a convite da Dona, ao ouvir a conversa de uns caminhoneiros, acha que encontrou um jeito de cometer um pecado e com isso ter seu marido de volta. Mas… Tem sempre um mais. Pela alegria que trouxe nesse seu primeiro ato, não se viu uma pecadora. E mais, sua transformação faz irradiar alegria, o prazer de viver aos demais. A vila ganha cor, pulsão.
Em sua nova prestação de serviço, o que o título do filme já diz… ela escolhe o nome de Lolita. Tudo corria quase bem… quase por conta do padre continuar irado com ela. Não, a ira é com ele próprio, só achou mais fácil escolher a ela, para Cristo… Como também, a mais jovem das mulheres casadas, não entender o motivo das mais velhas fazerem vista grossa…
Até que o marido de Dolores retorna… Surpreso com a mudança do local, como também da receptividade… Fica feliz! Até a hora que descobre o que aconteceu em sua ausência. E ai… Assistam! Veja no que essa história irá dar.
É bom filme! Até por confrontar dogmas da religião e da sociedade. São valores reais em discussão. Enfim… “prosseguir e gritar no ouvido da tal de dona moral, pois uma mulher pode nunca é deixar ser, fazer e acontecer.“
Por: Valéria Miguez.
Sexo Por Compaixão (Sexo Por Compasión). 2000. México. Direção e Roteiro: Laura Mañá. Elenco: Elizabeth Margoni, Álex Angulo, Pilar Bardem, Juan Carlos Colombo, Mariola Fuentes, José Sancho, Leticia Huijara. Gênero: Drama. Duração: 109 minutos.










Olá caríssima.
Nossa, já assisti esse filme, mas faz algum tempo. Fui me lembrando da trama enquanto lia. Sabe aquelas madrugadas em que nos juntamos a outros que trazem seus vídeos e a madrugada passa a contar muitas histórias por diferentes ângulos, claro, sempre através do que há no filme. Que aliás, nos trás outras muitas histórias.
Faz tempo que não faço isso, mas costumava ser agradável.
Abraços meus
Pois é, tem filmes que dá vontade de trocar impressões depois. Esse é mais um deles.
Eu só espero não ter contado muito sobre esse, a ponto de tirar a surpresa. Mas creio que só quem o viu, é que irá decodificar partes do meu texto.
Em que site consigo baixar esse filme?
Grata,
Tati
Oi Tati,
Detalhes do Dvd, tem aqui:
http://dvdmagazine.virgula.com.br/resenhas_filmes/sexo_por_compaixao.htm
Um local de compra pela net, aqui:
http://www.cdpoint.com.br/index.aspx?banner=109&upc=7896012237748&origem=N&tipoprod=2&pais=2
Beijo,
Adorei o texto, mesmo para mim q já assisti o filme, deu vontade de assistir novamente!
Grata, Gabriela!
E volte mais vezes!
Beijo grande,