Tem gente que é bom pra caramba no que faz. Tem gente que além de ser bom dá uma sorte danada! Tem gente que é bom mas vive na obscuridade da ausência de notoriedade! Outros não chegam à fama… Notoriedade pra mim é reconhecimento mesmo que por parte de uma circunscrita platéia. Agora, não podemos negar que há os sem-talento que acreditam no que fazem e, a despeito da sua mediocridade artística vão pro teatro, fazem o filme, escrevem o livro, aparecem na TV e vendem isso tudo! Não sei exatamente se sinto uma dor de cotovelo aguda ou se minha ética está em convulsões, quem sabe os dois?
Deve haver um crivo do destino que abençoe aqueles que terão sucesso. Independentemente da genialidade.
Eu nunca acreditei em sorte, eu achava que bastava ter talento, trabalhar muito e o resultado positivo, em sucesso, fama ou grana seria conseqüência. Enganei-me! Percebi isso depois que vi o filme Match Point.
Você viu esse filme? Veja.
Basta um segundo de sorte pra catapultar qualquer FDP ao sucesso e, abre parênteses, tem gente que é FDP mas cria oportunidades e, conforme as oportunidades criadas, tornam-se exatamente por isso, uns FDP genuínos com discursos prontos e requentados do tipo: “os fins justificam os meios” ou “preciso arrancar algo da vida já que nada ela me deu”.
Tenho dúvidas cruéis a respeito do filme…
Não sei exatamente se é um filme a respeito do que desejamos alcançar. Se uma fábula sobre o que estamos dispostos a fazer para chegarmos a um objetivo. Sobre onde pode nos levar nossa ambição, ou nosso desejo visceral de obter algo. Seria um comentário a respeito do nosso medo de perder? Sobre o que nos leva a perder-nos de nós mesmos? Seria um filme que aborda uma renúncia ou destituição de valores, já que, o personagem principal parece jamais ter tido…
Mas principalmente tenho dúvidas se não é um filme a respeito do que é possível perder… Não sei.
De tanto não saber, esse filme de certa forma mudou algo em mim, algo que me deixou profundamente calada. O “ponto final não é nosso”. A “cereja do bolo”, não é competência das nossas mãos… Tudo é muito mais que a moeda do “cara ou coroa”.
Se aquela aliança caísse um centímetro mais distante da margem, as razões mudariam de dono e todo um universo pessoal mudaria de curso. Voltaríamos pra casa com a alma lavada e sonharíamos com um mundo mais justo e eu não teria mudado minhas percepções a respeito da sorte, do destino e do acaso…
É só um filme, porém um decalque do que há e pode vir acontecer.
O filme mostra que existem casos em que a justiça não é feita por simples conivência do “acaso” e que este acaso não toma partido… Pequenos fatos indigentes acabam por determinar a sorte de renome, não importando o que ela (sorte) possa carregar em si.
A sorte existe e ela é imparcial nas suas bênçãos!
Aqui na minha casa há uma controvérsia. Tem gente que detesta Woody Allen! Eu, pior que detestar, era uma ignorante no assunto. Não vejo filmes por direção, me guio pelos releases, bonequinhos e estrelas. Quanto menos estrelas, mas vontade de ir assistir. Meu gosto costuma ser o oposto do bonequinho que na minha ridícula opinião, vê mas não entende nada, porque ele não vê os filmes com os olhos da emoção.
Assisti Match Point em setembro/2007 já em DVD, só a partir daí fui rastrear este diretor, pois havia visto há tempos o “Rosa Púrpura do Cairo”. Descobri que este Match Point é o primeiro filme dele em cenário Londrino. Descobri o quanto Woody Allen pode ser ardiloso, quando num filme como este, logo nas cenas iniciais, vemos Chris lendo “Crime e Castigo” de Dostoyevsky. Descobri que o cinema, assim como a vida, é lotado de sutilezas e são essas sutilezas, tanto na vida quanto no filme, que fazem a diferença e, muitas delas sequer percebidas por nós, permitem que pensemos no quanto somos geniais.
Match Point é um filme (crime?) perfeito!
Por: Rozzi Brasil, Rio 13/07/2008. Blog: Exoticum.
Ponto Final (Match Point). 2005. Reino Unido. Direção e Roteiro: Woody Allen. Elenco: Jonathan Rhys-Meyers, Scarlet Johansson, Alexander Armstrong, Mattew Goode, Brian Cox, Emily Mortimer. Gênero: Crime, Drama, Romance. Duração: 124 minutos.










Rozzi!!!
Antes de mais nada, grata por aceitar o convite! Por vir se juntar, não apenas a mim e ao Fernando, como também a Todos que por aqui passam A Todos nós que gostamos de Filmes! Grata!
Seu texto é emocionante! De querer reler tão logo termina a primeira leitura. Pois essa, é feita quase sem respirar. Parabéns, escreve muitíssimo bem!
Eu, que adoro Woody Allen, confesso que ainda não vi esse filme. Mais um para a minha lista que só tende a crescer.
Após assistir, volto aqui para deixar minha impressão. Ou apenas, concordar com tudo o que contou para nós. Tirando é claro, o lance da família
Seja Bem-vinda ao Cinema é a minha praia!! E que esse seja apenas o primeiro de vários!
Tim-tim!
Beijo grande,
É por isso que digo e repito – Existem testos e TEXTOS..rssss..
Sensacional o impacto que um filme pode gerar nas pessoas!!!
Eu cheguei a falar rapidamente no comentario de O Sonho de Cassandra que poderia haver um filme de Wood melhor do que qualquer outro – so poderia ser Mach Point…. eu ainda nao assisti, mas a critica é imutável – o filmé é bom e macth point.. heheh..
Vou providenciar com urgencia…
E digo mais: Até o proprio Wood se alegraria em ler um texto destes…rss
bjo pra vcs…
E eu fico muito feliz em tê-los por aqui!
Vocês são ótimos!
Beijão,
Oi Fernando!
Muita gentileza da sua parte.
Veja sim, urgente e aí nosso debate vai ficar empolgado.
Valéria, veja tbm vai ficar mais interessante ainda.
bj gde.Sucesso sempre!
É um filme bem bom, mas depende muito do ponto de vista …
Mas acho que vale a pena ser visto, apesar das controvérsias.
Abraço
Oi, Mateus!
Claro, sempre vai depender do ponto de vista,
Qual é o seu? E quais as contrvérsias você citaria ?
bj
Oi Mateus!
Não se acanhe, moço! Traga as suas impressões sobre esse filme. Pode até parecer meio clichê o que direi, mas o fato que um novo olhar sobre o filme só enriquece o debate.
E eu também fiquei curiosa em saber quais seriam essas controvérsias
Beijo grande,
A Todos!
Deixando aqui algo que já citei no de outros filmes. Que tragam sua próprias impressões. Para depois, caso queiram, trocar idéias com os demais.
Mesmo que discordem do que o outro sentiu com o filme, não venham a dizer que ela está errada.
Pois aqui, o importante é dá vez a voz do coração!
Entrem, participem. Não se acanhem! Gostando de Cinema, se juntem a nós!
Beijo grande,
Transportando da comu do Orkut para cá:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=7406826&tid=5224956813721481628&kw=match
Muito observadora você! Não percebi que o Chris lia “Crime e Castigo”, pegadinha do diretor feioso, do qual não sou expert. Mas penso que Woody gosta de mostrar o que as pessoas têm por dentro, principalmente a contradição. Ele adora exibir, se não o lado mau, o lado chato, quase sempre os dois das pessoas. Penso que “Sonho de Cassandra” foi quase um mea culpa por “Match Point”. Não se pode discutir a qualidade dos dois filmes nem das duas histórias, que na minha ótica falam sobre mesma coisa: Um desejo que nos põe em movimento para conquistá-lo e a viagem que esse movimento nos proporciona, muitas vezes fazendo com que o moto inicial se perca e passemos a agir em função das consequencias trazidas pelos nossos atos praticados em busca do objetivo.
Pra não azedar o animo de quem não viu um ou outro, diria que em um tudo deu certo, no outro tudo deu errado.
oi meu nome é tais tenho 15 anos e amo os filmes do jonathan além de ser muito bonito é um bom cantor e um bom ator
e muito parecido com o elvis. esse filme é maraaaaa
tudo o q relaciona a ele procuro assistir ler…
bjsssssssssss
Oi Tais,
no blog tem também outro com ele: “O Som o Coração”.
E grata, também pela visita!
Beijo grande,
[...] Cristina Barcelona fecha a temporada européia de Woody Allen positivamente. Fase que contou com Match Point, Scoop e O Sonho de Casandra. Em 2009 lançará um novo filme (Whatever Works) em Manhattam onde [...]